segunda-feira, março 03, 2008

Mais um pontinho para a Liga dos Campeões

O Benfica até parecia ter entrado bem no jogo, mas ganhou um canto, rematou e morreu. Os constantes erros posicionais convidaram o adversário a aproximar-se da área e bloquearam as linhas de saída para o ataque. As churatadas para Cardozo assinalavam apenas uma nova maré. Chegou o golo e o primeiro safanão, vindo do banco. A troca de alas deu segurança a Nélson, mais necessitado de apoios defensivos que Léo, e Binya passou, finalmente, a dar atenção ao que se passava nas suas costas. A equipa serenou um pouco a defender, faltava acreditar no empate. Aí, Rui Costa assumiu o seu estatuto e deu o segundo safanão. O Benfica ganhou ascendente, pôs a bola no chão, e começou a criar perigo. O golaço de Cardozo (onde Binya, provavelmente o melhor benfiquista em campo, teve papel fundamental) acabou por não surpreender, como já acontecera no de Vukcevic/Edcarlos.
O início da segunda parte foi previsível e consentâneo com a tabela classificativa: o Sporting à procura da vitória, o Benfica agarrado à sua galinha mas sempre espreitando a do vizinho. Houve sustos com fartura, e que podem causar danos no dia em que enfrentarmos outros que não Tiuí e Purovic, mas a certa altura até parecia que o jogo estava controlado. Não satisfeito, Nélson desligou o cérebro. Pouco me importa se a repetição da tv mostra que a falta não é tão gravosa quanto parece. Quem entra assim, sujeita-se. Paraty fez o que todos nós faríamos se lá estivéssemos (antes poupara Polga à humilhação de falhar um penalty frente ao Glorioso). Estou em pulgas para ver Luis Filipe, Zoro e Edcarlos juntos contra a União. Em pulgas!

Até ao final, muito suor e muito coração. Foi o que bastou e Cardozo até nos podia ter dado outra alegria. Justo não seria, mas o paraguaio até o merecia. Com os críticos sempre à perna, com um treinador que teima em não jogar de acordo com as suas características, Óscar Cardozo continua a lutar e a marcar.

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1 Comments:

Blogger Edson Arantes do Nascimento said...

Bem, digamos que o Nélson andou o jogo todo a passar mal, umas vezes por culpa própria, outras por 'culpa' da estratégia adversária. Foi bem expulso.

É evidente que quem iria jogar na direita era Nuno Assis (ainda bem que se lesionou, espero mesmo que nunca mais vista a camisola do Benfica, dada a falta de qualidade: arrisco mesmo dizer que é um jogador terrível!).

Destaco a falta de referências à não-defesa do Quim no lance do golo – lançou-se tarde e confiante demais, de mão 'leve', ainda por cima –, em contraste com as inúmeras referências ao Edcarlos (não só neste fórum).

No lance do golo ele sai para atacar a bola, exactamente porque o Bynias (óptimo jogo, mas sempre perseguido pelos árbitros e pelos colegas de profissão, uma vergonha...) não estava lá, como referiste e bem. Recorde-se que Vukcevic ganha a bola, quase sem sair do chão e com o Katsouranis sem conseguir importuná-lo (Edcarlos tenta interceptar a bola com o pé, mas muito atrasado em relação à jogada).

É evidente que o brasileiro andou perdido no início, como, aliás, o resto da equipa e muito por culpa de um Sporting que jogava rápido, ritmo forte e combativo, pressionando o campo todo. Como é natural, e ao não conseguir fazer mais um golo, decaíram de forma estrondosa.

O Benfica soube aproveitar e controlar, com um ou outro sobressalto (e com as intervenções de Quim, muito melhor com o decorrer dos minutos), criando oportunidades e controlando bem o jogo.

Podia mesmo ter ganho: o remate do Cardozo era para furar as redes e o livre de Rui Costa era para o fundo das mesmas, não fosse Polga.

Quanto ao árbitro, faltou marcar um penalty contra o Benfica, por falta de Léo; faltou expulsar o Grimi, que passou o jogo a bater em tudo o que mexia (aquela entrada ao Cristian Rodriguez, ainda no primeiro tempo, foi duma agressividade inexplicável), tendo sido admoestado apenas a meio da segunda parte, o que mesmo assim, significaria a expulsão por acumulação de amarelos; e faltou expulsar Tonel – a maneira como se faz ao alívio do Cardozo, na sequência de um canto e que depois deu origem a uma tragédia grega (também penalizável com cartolina, aliás), deveria ter sido falta e consequente acção disciplinar, o que, exactamente como no caso supracitado, significaria a expulsão, minutos mais tarde.

Este lance deixa-me de boca aberta – todos quantos se prestaram a exigir a expulsão (n’O Jogo, ou ‘Granma’, como quiserem, há quem chegue a dizer, em plena primeira página, que o paraguaio deu ‘duas cotoveladas em Tonel, uma no peito, outra na cara’, uma loucura) de Cardozo esquecem-se, sempre, de dizer que quem foi provocar a situação foi o (mau) defesa sportinguista.

Relativamente aos jogadores, destaco o Rui Costa, claro, Léo (deve ficar), Rodriguez, Bynia (cada vez mais jogador e menos 'caceteiro' - será das cambalhotas?) e Cardozo.

quarta-feira, março 05, 2008 11:19:00 da manhã  

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