domingo, junho 18, 2006

Portugal seguro chega aos oitavos

Portugal assegurou a presença nos quartos de final com uma exibição segura e convincente. Os jogadores portugueses entraram a todo o gás gás e mantiveram o Irão sob fogo permanente. Transições rápidas e constantes trocas de bola - e também de posição, com Deco a ocupar bem as alas sempre que Figo ou Ronaldo derivavam para o meio - foram lançando o pânico junto da baliza de Mirzapour. E quando isso não resultou, os remates de meia distância surgiram com naturalidade. Na segunda parte, Portugal entrou mais expectante para ver o que o Irão dava, mas passados escassos dez minutos, e perante a inacção persa, voltou à carga. Os iranianos apostaram tudo numa defesa densamente povoada, mas raramente conseguiram aplicar o contra-ataque. Exceptuando uma falha de Meira e uma tremenda fifía de Ricardo, foram completamente inofensivos. Figo, Miguel e Deco foram os que deram mais nas vistas, muito por culpa de Costinha, em quem assentou todo o equilíbrio do jogo português. Ronaldo também assinou uma exibição competente depois de ter percebido que todos saem a ganhar quando coloca a sua capacidade individual ao serviço do colectivo.
Surpreendentemente, as duas selecções que melhor imagem tinham deixado na primeira jornada entraram em auto-combustão, lançando o Grupo E numa imensa confusão.
A República Checa foi completamente dominada após entrada triunfal do Ghana. Um minuto de jogo e Appiah, Essien e Muntari já se podiam dar ao luxo de gerir o rumo da partida. E que bem estiveram. Os checos nunca conseguiram agarrar no jogo, com Rossicky muito bem vigiado, e foram sempre permeáveis na zona defensiva. Por seu lado, os ganeses apresentaram uma impressionante capacidade de recuperação de bola e mantiveram o cerco à baliza de Cech. Após a expulsão de Ujfalusi, o jogo tranformou-se num festival de oportunidades perdidas a que apenas escapou Muntari. Vitória justíssima... e escassa.
A squadra azurra entrou muito mal na sua partida e nunca conseguiu impôr o seu futebol, completamente atordoada com as rápidas trocas de bola do meio-campo norte-americano. O golo de Gilardino parecia colocar alguma água na fervura que agitava os nervos italianos, mas o auto-golo de Zaccardo voltou a aumentar a temperatura e De Rossi perdeu a cabeça. A entrada de Gattuso ainda surtiu efeito, mas por pouco tempo. Em igualdade numérica, em superioridade, novamente em igualdade e em inferioridade, os EUA mandaram sempre no jogo. À Itália valeu a ausência de um norte-americano capaz de fazer a diferença, mas também Lippi. O experiente treinador optou sempre por manter homens na frente, o que acabou por evitar uma invasão massiva da sua zona defensiva. Empate muito simpático para os italianos.
Tudo em aberto num grupo que parecia estar resolvido.

1 Comments:

Blogger Edson Arantes do Nascimento said...

Em relação ao Gana (e apesar de não ter visto nada do jogo com os checos - nem os golos, sequer), tenho de reconhecer o bom nível que têm apresentado.

segunda-feira, junho 19, 2006 12:13:00 da tarde  

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