quinta-feira, junho 22, 2006

As reservas tremeram

Após uma boa meia hora inicial, Portugal adormeceu à sombra da vantagem alcançada. O México reduziu num lance a que os benfiquistas já estiveram habituados na era Camacho. Canto para o centro da área e Tiago a ser batido pelo adversário que marcava. Após o intervalo, a selecção foi claramente prejudicada pela arbitragem e nunca se conseguiu recompor do infortúnio da superioridade numérica. Completamente dominada pelos aztecas, só na frente, mais a partir da saída de Hélder Postiga, deu um arzinho da sua graça. Simão Sabrosa foi o único reservista a assumir-se como opção válida para o onze. Os mexicanos lutaram até ao fim e mereciam melhor sorte. Ainda assim, La Volpe vai continuar a exibir a sua bela gravata nos estádios germânicos.
Angola lá se foi, mas sem que antes marcasse o golinho da praxe. O seu futebol ainda carece da qualidade suficiente para estes palcos, mas a verdade é que fez dois pontos e bateu o pé a dois adversários superiores. Confesso que esperava um pouco mais dos iranianos.
À noite, um dos jogos que, no papel, maior espectáculo proporcionaria, foi traído pelo facto de tudo já estar praticamente decidido. Ainda assim, a qualidade dos jogadores permitiu um ou outro desenho interessante - especialmente da parte dos argentinos, já que a holanda apenas se tornou mais perigosa no último quarto de hora - e o nulo poderia ter sido desfeito.
A Costa do Marfim despede-se com uma bela vitória. A entrada adversa não os desanimou e Dindane conduziu a equipa a uma brilhante e merecida reviravolta. A execução de Dindane na grande penalidade (apenas perceptível na reptição) é magistral!
Na véspera, a Alemanha conquistou o primeiro lugar do grupo A, numa partida em que os equatorianos até foram os primeiros a chegar à baliza adversária, após boa jogada iniciada por mendez. kaviedes chegou tarde ao cruzamento. A Alemanha adiantou-se num golo muito consentido por uma defesa que, desta feita, se revelou demasiado apática e, a partir daí, o jogo só teve um sentido. O melhor do jogo: o fantástico passe picado de Ballack para o segundo golo germânico.
No grupo B, Inglaterra e Suécia garantiram os seus objectivos num jogo intenso e bem disputado, que ficou marcado pelo grande golo de Joe Cole. Na segunda parte, a Suécia inverteu o domínio do jogo e Alback, depois de tanto desperdício nos dois primeiros jogos, fez o empate num desvio perfeito na quina da pequena área. Nos dez minutos que se seguiram, os suecos continuaram a mostrar o seu poderio nas bolas paradas e a trave protegeu Robinson em duas ocasiões: cabeceamento de Larsson, num gesto similar ao de Alback, e remate de Mellberg. A Inglaterra reforçou o meio-campo com Gerard, que entrou para negar o golo certo de Karlstrom. A partir daqui, os ingleses recuperaram o controlo da partida e fizeram o 2-1 num excelente cabeceamento de Gerard, após mais uma demonstração de classe de Joe Cole. O empate chegou, de forma justa, ao cair do pano. As esperanças da Trinidad & Tobago esbarraram no orgulho paraguaio, que não aceitou regressar a casa sem uma vitória. Jack, que fez recordar Rene Higuita, foi a figura do jogo.

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