quarta-feira, outubro 18, 2006

o Benfica de Glasgow



Pois é. Despencámos de novo.

Mais uma desilusão, as mesmas asneiras de outros jogos. Desilude-me ainda mais saber que, com este treinador, as coisas não vão mudar - é matriz desta equipa ser a cara-chapada do Eng. sem obra feita: inseguro (é incrível como o discurso dele não combina com a postura dos jogadores em campo), retórico, sem rasgo.

Ontem, como no Domingo, foi apenas mais um episódio da novela que tem sido transmitida ao fim-de-semana. Continua a insistir com a merda do losango - numa telenovela, diria que é o apaixonado que nunca será correspondido pela amada, e todos sabemos que não desde o primeiro dia.

Pior - não compreende que nessa organização táctica a equipa fica desposicionada, de perna-aberta e sem objectividade.

Tem tiques de caseiro-lá-da-fazenda-no-Mato-Grosso, tipo Sassá Mutema.

Vejamos: o Celtic apresenta um defesa-lateral direito de 35 anos (Telfer), que nunca foi um bom jogador e não é agora que vai ser, obviamente.

O Benfica apresenta um lado esquerdo que joga de olhos fechados - Léo e Simão, perigosíssimos no ataque. E o que é que o jovem faz? Joga sem extremos, tira o Simão da frente do tal "Telfer" e joga com a suposta mobilidade de Léo, Assis, Simão, Bruna Gomes/Miccoli para conseguir jogar na linha.

Um logro - Léo ataca várias vezes contra dois adversários, Simão joga no "toca-e-foge" do centro de campo; já nos últimos quinze minutos (com Nélson a extremo) Simão limpa o "tal" camarada 3 ou 4 vezes.

Para quê mudar?

No meio-campo continuaram os erros de antologia - então deixa o Petit jogar praticamente sozinho contra um meio-campo de "3" - Sno (muito elogiado mas que, para mim, foi o jogador que tremeu mais, nomeadamente no primeiro tempo), Lennon e o excelente Nakamura? O primeiro golo é uma boa imagem desta desorganização.

É verdade que houve algum azar pelo meio - Miccoli, Kostas, Léo, livres do Simão, e Nuno Assis (que fez uma grande primeira parte mas, como é óbvio, não aguentou a pegada) podiam ter marcado. Houve trocas de bola muito boas. Mas o resultado não engana: 12 remates, 0 golos.

Não concordo, neste caso, com a "pessoalização" da derrota. Todos criticam muito o Alcides. Eu pergunto, porquê? Jogou mal? Não me parece. Subiu pouco? Não me parece, subiu aquilo que pôde.

E esteve o jogo todo desprotegido - quem defendia à frente dele? Ninguém, mais um erro clamoroso do caseiro-do-nordeste (já agora, o Ricardo Santos trabalha no Benfica ou está lá só para lavar as costas ao Eng.?). Ficámos, entretanto, a saber que Naylor e Maloney são os únicos carrileros desta equipa (pouco) católica.

Fernando Santos não sabia. Se calhar, ainda agora não sabe.

5 Comments:

Blogger Quetzal Guzman said...

É verdade que o Alcides não teve apoio defensivo. A questão é que o Léo também não teve e, ainda assim, ganhou alguns lances. eu posso estar a ser injusto, mas não me recordo de uma única bola ganha pelo Alcides. De resto, foi uma exibição pobre e nem a primeira parte me deixou satisfeito. Contraiamente a Leiria, o meio-campo esteve desarticulado e os jogadores distantes. Raramente houve uma triangulação ou troca de bolas rápidas. Sofremos golos incríveis, e pior, semelhantes a outros que já vimos no passado. O primeiro, na fase final da jogada, é chapado do golo de Van Nistelroy em Olf Trafford. e o segundo consegue ser pior do que aquele que os Red Devils vieram marcar à Luz. E como sempre, acabamos no Nandinho. Não chegasse a ausência de capacidade motivadora, o fracasso de comunicação com o balneário e a nabice táctica, ainda o vemos atirar o nosso único extremo puro para a bancada, demorar uma eternidade a mexer na equipa e, por fim, retirar a nossa melhor unidade a meio-campo. Mau demais para ser verdade...

quarta-feira, outubro 18, 2006 9:15:00 da tarde  
Blogger Edson Arantes do Nascimento said...

Ó Quetzal, acho que não leste com muita atenção o texto (está longo demais, eu sei).

É evidente que o Léo ganhou alguns lances. Pudera: apanhou pela frente um "morto", o tal de Telfer e... mais ninguém.

O Celtic, contra o Benfica, não apresentou ninguém na ala direita - tirando um tal de Miller que de vez em quando aparecia por lá e... fez dois golos nas barbas do Léo!!

Culpa de quem? Da equipa, porque estava mal posicionada.

Triangulações (só as que relembro):

Nuno Assis, Léo, Simão(???), Nuno Assis - Remate;

Nuno Assis, Léo, Kostas (remate de cabeça);

Léo, Simão, remate de Miccoli na grande área;

Kostas, Petit (que vira o jogo da direita para a esquerda), Nuno Assis - remate na barra;

Léo, Simão, cruzamento nas mãos de Boruc.

E parece-me que chega. O que escreveste é mentira.

Não concordo nada com a comparação 2º golo do Manchester o ano passado/2º golo do Celtic - o primeiro surge a partir de um canto, o que muda tudo.

quinta-feira, outubro 19, 2006 4:28:00 da tarde  
Blogger Quetzal Guzman said...

"Não concordo nada com a comparação 2º golo do Manchester o ano passado/2º golo do Celtic - o primeiro surge a partir de um canto, o que muda tudo."

Eu sei que o golo do Nistelroy surgiu de um canto, daí referir a parte final da jogada. A desatenção é a mesma, com duas falhas de marcação e dois jogadores a colocarem o marcador em jogo. Daí a comparação.

Quanto às triangulações, assumo que o nervosismo do jogo possa ter toldado a minha leitura. (deixa-me só contestar a alegada traingulação do Assis. acaba por ser uma jogada individual - ele flecte para o meio e finta um defesa - resultante de um passe longo)
Ainda assim, continuo a achar que os jogadores jogaram muito mais próximos em Leiria, mesmo tendo um Simão a jogar de lateral a lateral. Em Glasgow houve muito espaço vazio e os escoceses, com maior poderio físico, souberam utilizá-lo muito bem.

quinta-feira, outubro 19, 2006 5:52:00 da tarde  
Blogger Edson Arantes do Nascimento said...

Quetzal, querer comparar a equipa do Leiria, uns autênticos queijinhos frescos, com a do Celtic, epá, é um bocado arrojado. No mínimo.

Entretanto, recapitula lá a jogada do Assis.

Kostas, na direita, faz um compasso de espera e joga para dentro e para trás, mas curto.

Petit recebe e, de primeira, vira o jogo para a "meia" esquerda.

Nuno Assis recebe bem, flecte para o meio (nas costas e pela esquerda Simão aparece em boa posição mas ele prefere não passar a bola), dá dois passos e solta a bomba.

É uma "triangulação", longa mas com objectividade e para atacar a baliza.

sexta-feira, outubro 20, 2006 1:45:00 da tarde  
Blogger Quetzal Guzman said...

Claro que a União é uma equipa de anjinhos quando comparada com o Celtic. Mas isso invalida que possa comparar as prestações em ambos os jogos? Continuo a achar que se o Benfica tivesse jogado mais compacto, não perdia o jogo de terça-feira. Podia não ganhar, mas trazia um pontinho muito importante.

domingo, outubro 22, 2006 5:54:00 da tarde  

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