quarta-feira, março 01, 2006

Teimam em não perceber...

Os jogadores que vêm para o Benfica não têm culpa de ser escolhidos por dirigentes e treinadores. E enquanto fazem parte do plantel do Benfica, valem o mesmo que os seus colegas. Mas nem todos encaram as coisas desta forma... Pela minha parte, considero vergonhoso ver um jogador benfiquista assobiado ainda antes de pisar o relvado!!! Quem o faz, não merece ocupar aquela cadeira nem tem moral para celebrar as conquistas de TODOS os que integram o grupo de trabalho. Mas há quem teime em não perceber... Por norma, os jogadores menos dotados tecnicamente já são sujeitos a uma pressão muito maior, criada pelos próprios, conscientes das suas limitações e do facto de apanharem pela frente atletas mais capazes. Por esse motivo, os assobios de que são alvo só ajudam a aumentar a pressão que circula no sistema nervoso dos jogadores que enveragm aquele símbolo centenário, ajudando, precisamente, a equipa contrária. Enquanto não aprendermos isso, vamos andar a dar tiros no próprio pé.

4 Comments:

Blogger pé em ®iste said...

É, de facto, triste perceber tantas vezes que o adversário não está dentro do campo, mas sim nas bancadas vestindo as nossas cores.

quinta-feira, março 02, 2006 11:40:00 da manhã  
Blogger D'Arcy said...

Concordo plenamente. Quem fica a perder somos nós. Eu andei não sei quanto tempo a barafustar por causa do que faziam ao Carlitos. Agora é com o Beto, que só acaba por asnear ainda mais à custa dos assobios.

quinta-feira, março 02, 2006 2:41:00 da tarde  
Blogger Guitarrista said...

Não concordo - nem compreendo - os assobios ao Beto. Também considero ser mau princípio assobiar-se um jogador só porque "é ele". No entanto, acho legítimo que o público manifeste a sua opinião. Legítimo e, no limite, útil. Pegando no exemplo de Carlitos - mas há mais, concerteza -, julgo que os assobios eram dirigidos muito mais a quem o põe do que ao próprio. Se o público existe para incentivar e apoiar a equipa - e deve ser essa a sua principal preocupação - também deve ter direito à opinião. Os treinadores de bancada valem o que valem, é certo. Mas há situações em que as opções tácticas roçam o escândalo. Nesses casos, o sopro do 3º anel pode servir para pôr o maestro em sentido. Lamento, mas nunca serei capaz de aplaudir um jogador que jogue, por exemplo, contrariado, que se mostre displicente em campo ou que, recorrentemente, não trabalhe para a equipa e não se preocupe com os companheiros. Aqui a atitude do futebolista é o ponto de equilíbrio entre o direito ao aplauso ou o pedido de assobio. Voltando ao caso do Beto, acho uma tremenda injustiça o que o público lhe tem feito. Ainda por cima não existe nada de palpável que os adeptos lhe possam apontar. Ele corre, ele esforça-se, ele trabalha. Não sabe brincar na areia, é certo. Mas na Luz eles jogam em relva, portanto...

quinta-feira, março 02, 2006 4:04:00 da tarde  
Blogger Quetzal Guzman said...

Ninguém pede aplausos. Eu não aplaudo o Moretto, tal como não aplaudia o Armando Sá, ódio extremo cá da casa. No entanto, nunca o assobiei. Um jogador percebe quando erra, quanto mais não seja pelo burburinho que se gera na bancada. Isso é evidente a todos os que segume futebol nos estádios. O assobio é o equivalente a um insulto, que tem por missão atingir um alvo em particular. Não é por acaso que assobiamos os jogadores adversários... Opinião todos temos e devemos manifestá-la. Mas se vamos ao estádio apoiar a nossa equipa, temos a obrigação de colocar o bem da equipa acima das nossas considerações pessoais.

quarta-feira, março 15, 2006 12:45:00 da tarde  

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